"Penso: quando você não tem amor, você ainda tem as estradas." (Caio F. Abreu)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Florianópolis – A ilha da magia (Parte II)

Florianópolis – A ilha da magia (Parte II)

Na segunda visita, eu conheci a parte norte da ilha. Fiquei hospedada quase na ponta de Canas em um hostel também. Mas desta vez eu não irei divulgar o nome. O hostel da rede Hi Hosteling em Canasvieiras não funcionava no mês de outubro. Apenas no verão. Então tive que ficar em um outro. Pedi o serviço de transfer in e out do aeroporto, consegui um preço que considero razoável já que o aeroporto fica bem distante de tudo. Como eu chegava na cidade a noite, não quis arriscar pegar um ônibus. R$70,00 (transfer in e out).

O aeroporto fica perto do estádio do Avaí, é bom ficar atento aos dias de jogo quando tiver de se locomover até o aeroporto. É pista única e o trânsito lento é certo nestes dias.

Eu queria antes de viajar um lugar no meio da área norte, por isso escolhi um hostel em Canas. Segue o mapa da região.

Chegando no hostel eu descobri que só havia apenas mais um hóspede lá. Um argentino. Quase uma ironia, já que em Buenos Aires não conheci nenhum argentino. Mas Florianópolis é o paraíso deles, os “ermanos” adoram.

À noite, fora de temporada, não é muito fácil de se achar um lugar para comer depois das 23h. Acabamos comendo no Mcdonald’s. Depois eu fui para uma baladinha chamada Célula. Quase no centro da cidade. O lugar era bem pequeno, acústica no andar superior não favorece o som, mas é bacana, alternativo, digamos. Boa música, uma galera legal.

Com chuva no dia seguinte eu não me arrisquei a ir muito longe. Acabei andando só até a ponta de Canas com meu novo “ermano” argentino.

No hostel teve um churrasco à tarde que rolou até tarde da noite. Além dos dois hospedes, foram convidadas alguns colegas dos donos e o povo tava animado. Eu fui dormir quase meia noite e o som e churras ainda estava rolando. Um ponto negativo do lugar era isso, como gostavam muito de música, ela sempre rolava a noite, e salve-se quem conseguir dormir e gostar de dormir com trilha sonora. Outro ponto negativo era o difícil acesso as outras praias. Não tinha muitos horários de ônibus, e para alguns lugares relativamente pertos, como Ingleses, era preciso pegar dois ônibus para chegar até lá. No mapa não parece ser tão longe, mas fica aproximadamente 5 km da ponta de Canas até Ingleses.

Praia Brava depois da Ponta de Canas é muito bonita, ondas maiores, surfistas adoram. Porém não tem muitas opções de lugar pra comer, beber, etc. Chato chegar na praia e não ter onde pegar uma água, enfim. Mas a praia é muito bonita.


Praia do Santinha ou Costão do Santinho é divino. Legal começar do alto, ver as runas rupestres, uma caminhada até o alto da montanha e depois ir andando até as dunas no final da praia. Mar com ondas também, água gelada como em toda Florianópolis. Mas é mesmo paradisíaca esta praia. Também não encontrei aberto quiosque na praia em si. Perto de lá no calçadão tinha algumas barraquinhas. Inclusive de ostra. Ostra em Floripa é muito barato. Eu paguei R$12,00 a dúzia. Me acabei de tanto comer ostra.



Jurerê Internacional é mesmo lindo. As casas, as pessoas, os carrões estacionados, o gramado bem cortado, a limpeza. Enfim, quase uma cidade dentro de outra cidade. É puro luxo e glamour.


Lá também tem o Parador P12, muito bacana. Geralmente aberto com som que começa por volta das 14h e vai até 23h. Ai depois tem as baladas. Além do P12 tem o Taikô, Café de La Musique, entre outros lugares lindos a beira mar e muito confortáveis. Nem sempre fácil de se achar um lugar bom para sentar, precisa um pouco de paciência ou chegar cedo. Mas com uma galera grande, não deve ter nada melhor.

Canasvieiras é uma praia muito bonita, porém, fui premiada e roubada lá. Tinha pego no hostel uma bicicleta emprestada e parei ela no calçadão por pouquíssimo tempo para pagar um passeio de barco e quando voltei, não estava mais lá. Engraçado que o lugar mais seguro do mundo em segundos vira seu maior pesadelo. Um super prejuízo no meu orçamento porque o hostel não tinha seguro, além da dor de cabeça, ida a delegacia, ouvir comentários desagradáveis, etc. Por isso atenção. Quando for pegar emprestado algo, ou alugar em hostel verificar em tem seguro ou o que pode acontecer caso seja roubado. Eu não desejo para ninguém o que eu passei e ouvi nesse dia. Férias é para ser divertido, ninguém quer dor de cabeça com algo assim. Ouçam a dica de alguém que passou por isso e sabe como é duro. Se fosse apenas o prejuízo financeiro, tudo bem. Mas foram as “conversas” e ameaças que me deixaram mais magoada e enfurecida.

Fiz o passeio de Barco em Canasvieiras R$30,00 com o barco Piratas do Caribe. Ele passa pela Orla das praias de Canasvieiras e Daniela. Parando para o almoço na baia dos golfinhos – no continente (que não tinha nenhum golfinho na hora do almoço – óbvio). Parada também na ilha de Anhatomirim, com uma fortaleza lá. É linda a ilha, a fortaleza. Triste saber das historias de muitas pessoas que sofreram e ficaram aprisionadas lá. Mas é muito bonito o lugar. E depois volta para Canasvieiras.


No último na ilha eu voltei a Barra da Lagoa. Que neste dia estava perfeita com muito sol, a lagoa verdinha e o mar de um azul intenso, parecia uma piscina gigante, muito calmo neste dia. Lá tem muitos restaurantes e quiosques para se comer e beber a beira mar. É com certeza um dos lugares mais lindos daquela cidade.

Pois é, Floripa continua... Sempre continua...
Até uma próxima.




PS.: Ultimas fotos (montagem) são do fotógrafo Mauricio Schwarttzman. Um grande amigo paulista morador e apaixonado pela Ilha - além de guia turístico nas horas vagas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Florianópolis – A ilha da magia (Parte I)

Florianópolis – A ilha da magia (Parte I)

Florianópolis não carrega este apelido em vão. É um lugar maravilhoso. Sou suspeita pra falar de lá, porque quanto mais eu conheço, mais eu amo aquela cidade.

Ela tem tudo que uma cidade grande pode ter, mas alguns bairros te remetem a menor cidade do mundo. Com área “rural” e tudo mais. Por ela ser muito grande, acredito que em uma visita só, não dá para se conhecer tudo, não só porque levaria muito tempo, mas porque a viagem ficaria muito cansativa. Alguns bairros estão horas longe um do outro. Por isso eu dividi as minhas idas até lá, com o propósito de conhecer por partes. Esta primeira, fiquei com a parte que eu acredito ser a leste da ilha. Segue o mapa.


Fiquei hospedada em um albergue, como no Rio de Janeiro eu já havia ficado em albergue e gostado, resolvi repetir a experiência em Florianópolis. Mas quando cheguei, levei um susto (foi só a primeira impressão, o lugar era maravilhoso, mas irei explicar). Não havia armários, cada um deixava sua mala em sua cama e as coisas que eram consideradas mais valiosas poderiam ser deixadas no cofre. Havia uma lousa onde eram anotados os números das camas e caso você pegasse algo no freezer, era só anotar lá ao lado do número da sua cama. Esse foi o primeiro impacto, um lugar totalmente relex, cuca fresca.

Depois fui vendo que não havia o menor perigo, e que tudo era só questão de se acostumar. Eles tinham ótimos preços de diária, também serviam um jantar muito bom (pago a parte), o café da manhã era excelente. E o melhor era além da excelente localização, que ao amanhecer, era só levantar a cabeça da cama e dar de cara com um mar lindo, em uma das melhores praias de Floripa (Barra da Lagoa). Eu recomendo demais. Recentemente tentei voltar a este hostel, mas estava lotado mês antes da data que eu queria.

http://backpackersfloripa.com/

Como vocês podem ver pelo site, o publico alvo são estrangeiros.

Estando na barra da lagoa, no primeiro dia de praia fui brindada com a presença de duas baleias na praia. Apesar de ter sido no começo do mês de setembro e a “época” delas por lá seja depois do dia 15 de outubro, elas estavam lindas brincando no final da praia. Uma mãe com seu filhote. Foi emocionante.

Praias perto da Barra da lagoa, que dá pra ir de ônibus – Praia Mole (surfistas e gente bonita, turbinada e bombada adora), Joaquina (com as dunas e a praia maravilhosa). Essa parte de Ilha é linda. Existem muitas opções na Lagoa de restaurantes, seqüência de camarão, barzinhos e etc. Como desta vez eu estava sozinha não me arrisquei a passeios noturnos pela cidade. Preferia sempre jantar na barra mesmo, ou até no próprio hostel. Eu não tentei ir muito mais longe que isso. Mas acredito que existem outras coisas que se pode fazer de ônibus mesmo por lá.

Lembranças de Floripa como chaveiro e camiseta tem preços bem acessíveis. Vale a pena.

Tem também o Projeto Tamar na Barra da Lagoa. É pequeno, mas muito bonito. Tem umas tartarugas enormes lá. Muito bacana de se visitar.

E Floripa continua...